O tempo continua instável, mas com volumes menores de chuva.

Observe a imagem de satélite dessa manhã muita nebulosidade no estado, mas as nuvens mais pesadas estão sobre o oceano. Essa condição se deve a áreas de instabilidade e a circulação marítima. Na próxima terça-feira uma nova frente fria passará por Santa Catarina.

Imagem do satélite GOES 16/NOAA/EUA – Canal do visível (1) – dia 11/01/2018 – Hora local: 11:15 – América do Sul. Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)/Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC)/Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais (DSA) modificado por LabClima/UNIVALI.

As chuvas de ontem foram mal distribuídas. Em Itajaí variou entre 30 a 60 mm. Em Camboriú nas últimas 12 horas foi de 96 mm próximo ao Instituto Federal, 108 mm no Rio Pequeno e 70 mm em Balneário Camboriú.

A nebulosidade continuará, hoje mais, amanhã com períodos de sol, no sábado bons períodos de sol e no domingo mais nebulosidade. Condições de chuva nesses dias, mas de menor intensidade. As temperaturas ficarão entre 21/33°C.

A próxima semana também será instável com condições de chuvas diárias. Volumes para os próximos 10 dias em torno de 180 mm.

Ventos variáveis com rajadas médias inferiores a 30 mm.

Em nossas praias ondas de leste com até 1 metro.

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O verão começa hoje.

O verão astronômico começa hoje às 14h28min. com o solstício de verão no hemisfério sul. É o dia mais longo do ano. O verão climatológico já começou com o mês de dezembro. Esse verão estará sob o domínio da La Niña (figura 1) com intensidade fraca. Observe que essa condição se mantém no mínimo até fevereiro de 2018. Como características gerais para a região sul são a irregularidade na precipitação com volumes abaixo da média histórica e temperatura mais amena para uma estação mais fresca.

Figura 1 – Probabilidade de El Niño, La Niña e Neutralidade. Fonte: International Research Institute for Climate and Society. Earth Institute, Columbia University, EUA.

Os modelos internacionais colocam para o trimestre de janeiro/fevereiro/março chuva dentro da média histórica. Somente para o mês de janeiro a possibilidade de chuva na média, e um pouco abaixo da média. Os modelos nacionais apresentam algumas discrepâncias. Como consenso as chuvas para a região ficarão dentro da média histórica. Como segunda opção ocorre diferenças, onde existe a indicação tanto para cima como para baixo da média histórica. A média para região de Itajaí é de 223,4, 187,3 e 182,2 mm para o trimestre já citado. Vale ressaltar que como estamos com La Niña o que prevalece geralmente é a irregularidade, ou seja, períodos curtos de maior volume de chuva intercalando com períodos maiores de pouco volume. As chuvas para essa estação serão principalmente de processos convectivos, ou seja, em forma de pancadas por causa do calor. Evidentemente pela posição geográfica também teremos chuvas motivadas por passagens de frentes frias.

Lembrando que desde julho a precipitação para nossa região está abaixo da média histórica. Para esse mês de dezembro até hoje choveu apenas 43% do esperado. Isso contando que nessa madrugada choveu 42 mm.

Quanto a temperatura existe consenso tanto nos modelos internacionais como nacionais. O prognóstico é que ficarão próximo da média histórica. A média das temperaturas máximas para o trimestre citado é de 29,3, 29,7 e 28,8°C e das mínimas é de 21,0, 21,2 e 20,2°C respectivamente.

Finalizando o vento de nordeste predomina no mês de janeiro e o de sudoeste para os meses de fevereiro e março. Comum ocorrer também tempestades com relâmpagos e até granizo por causa do calor intenso. A máxima absoluta registrada no trimestre foi de 37,2°C.

Ótimo verão a todos!

O tempo para o fim de semana.

Hoje uma frente fria se desloca pelo oceano entre Santa Catarina e São Paulo. Observe a imagem de satélite desse início de manhã nebulosidade presente no planalto e litoral centro-norte.

Imagem do satélite GOES 13/NOAA/EUA – Canal do Visível – dia 08/12/2017 – Hora local: 06:45 – Sul do Brasil. Fonte: RAMSDIS Online – Central and South America and the Caribbean, Cooperative Institute for Research in the Atmospere, Colorado State University, EUA, modificado por LabClima/UNIVALI.

Para o fim de semana teremos a presença do sol com variação na nebulosidade. Períodos com a presença de nuvens e outros com poucas nuvens. Essa sexta-feira começa com um pouco mais de nebulosidade com chuva na madrugada. Para sábado e domingo alguma chance de chuva, mas bem isolada e por causa do calor.

As temperaturas mínimas ficarão entre 17/21°C e as máximas entre 27/31°C. Ventos de sudeste para hoje e sábado. No domingo começará com sudeste girando para nordeste com intensidade fraca. Algumas rajadas mais fortes para hoje à tarde.

Em nossas praias ondas de leste com até 1 metro.

Tempo bom para hoje e o feriado.

Um anticiclone atua sobre a região sul deixando o tempo bom e baixas temperaturas pela manhã. Hoje em Camboriú a temperatura mínima foi de 13,4°C e em Itajaí foi de 14,4°C. Observe a imagem de satélite deste início de manhã pouca nebulosidade em Santa Catarina.

Imagem do satélite GOES 13/NOAA/EUA – Canal do Infravermelho + realce – dia 14/11/2017 – Hora local: 06:40 – Sul do Brasil. Fonte: RAMSDIS Online – Central and South America and the Caribbean, Cooperative Institute for Research in the Atmospere, Colorado State University, EUA, modificado por LabClima/UNIVALI.

Tempo bom para essa terça, quarta e parte de quinta-feira. Teremos sol com a presença de poucas a algumas nuvens. Na quinta-feira áreas de instabilidade atuarão no estado. Dessa forma teremos sol em parte do dia com o aumento da nebulosidade e condições de chuva a partir do final da tarde. As temperaturas ficarão entre 13/28°C e na quinta-feira a máxima chegará aos 32°C.

Na sexta-feira e sábado tempo instável com muitas nuvens e chuva a qualquer momento. Chance de trovoada isolada. As temperaturas ficarão entre 19/23°C.

Chance de chuva na madrugada de domingo, depois o sol aparecerá entre nuvens. A temperatura ficará entre 16/21°C.

Em nossas praias ondas entre leste e sudeste com meio metro até quarta-feira. Depois ondas entre leste e nordeste até sábado, variando entre meio a 1 metro. No domingo ondas de leste com 1 metro e algumas séries maiores.

Algumas considerações sobre nosso clima.

Entrevista para a jornalista Carol Macário – Caderno de Cultura do Jornal Diário Catarinense.

A mesma saiu com o título “Planejamento urbano e preservação ambiental são o caminho para evitar as enchentes em Santa Catarina” e foi publicada no dia 10/06/2017 no link: http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2017/06/planejamento-urbano-e-preservacao-ambiental-sao-o-caminho-para-evitar-as-enchentes-em-santa-catarina-9812572.html

A chuva em SC é apenas frente fria ou tem a ver com mudanças climáticas?

As últimas chuvas que ocorreram foram áreas de instabilidade que avançaram sobre o estado de Santa Catarina, se intensificaram e formaram frentes frias. Não creio que se possa relacionar com mudanças climáticas globais.

Como os sistemas de chuva se formam em SC e de onde vêm?

A grosso modo podemos afirmar que as principais chuvas no Sul, e em Santa Catarina, vem da região Amazônica. No verão através de uma zona de convergência de ventos úmidos (ZCIT – Zona de convergência intertropical) que joga muita umidade sobre a Amazônia, e esta, contribui ainda mais com a sua evapotranspiração. No inverno a própria umidade da região. Essa umidade é deslocada pelos ventos e encontra a cordilheiras dos Andes, que acaba forçando a mesma descer ao centro do país, ajudado por um sistema de alta pressão (alta da Bolívia) com seus ventos anti-horários. Essa umidade chegando ao Paraguai, com a ajuda de outro sistema, mas de baixa pressão e seus ventos horários (baixa do Chaco) empurra essa umidade em direção a região sul, muitas vezes por meio de cavados (corredores de umidade). Essa umidade ao encontrar sistemas frios vindos do Sul provocam os sistemas frontais, ou seja, as frentes frias. Além dessas chuvas frontais, temos as chuvas convectivas formadas pelo aquecimento, que favorece a evaporação do oceano Atlântico e, por conseguinte as pancadas de chuva (tipo chuvas de verão). Por último temos aquela chuva formada pela circulação marítima, por causa de sistema de alta pressão (anticiclone) sobre o oceano, que atua principalmente no litoral, de forma fraca e isolada.

Quais principais motivos de termos frentes frias em SC: fenômenos como El Niño ou La Niña ou outras razões?

O principal motivo de termos a passagem de frentes frias é nossa proximidade com o Sul do continente, que alguns autores chamam de cinturão frontal outros de zona da frente polar, ou seja, local onde se formam as frentes frias. Lembrando que no outono/inverno esses sistemas se intensificam pela presença da Massa Polar Atlântica (mPa), mas mesmo na primavera/verão esses sistemas chegam ao nosso estado em menor número.

Em relação ao resto do país, SC está numa região que favorece o sistema de chuva?

A região sul está mais sujeita as chuvas frontais, bem como a região sudeste em menor grau. Nos demais tipos de chuvas não.

Tem-se a impressão que alguns em anos chove mais que outros. Isso é cíclico, é normal?

A impressão é correta, e é isso mesmo que acontece, mas não é cíclico. Parte do outono do ano passado, os dois primeiros meses, também tiveram chuva acima da média histórica, como neste ano. As chuvas na região sul de forma geral têm o mesmo comportamento, olhando a série histórica, a longo prazo, onde temos o máximo de chuva no verão/primavera e o mínimo no outono/inverno. No verão mais chuva e no inverno menos chuva. Temos chuvas bem distribuídas durante o ano todo.

Você comentou sobre alguns poucos trabalhos pontuais que investigaram a chuva em SC e a quantidade. Na região do Vale do Itajaí, como você percebe a partir de 1980? Veio numa crescente ou não?

Não, pelos dados variou tanto anual, como pelas estações, pelas influências do El Niño/La Niña e outras. Os cinco anos mais chuvosos desde 1980, foram pela ordem 1983, 2008, 1998, 2015 e 2011.

 

A primavera de 2017.

A primavera astronômica começará nessa sexta-feira às 17horas e 2 minutos. Nesse dia teremos o “Equinócio de Primavera” no hemisfério sul, quando o dia e a noite tenham a mesma duração. A primavera climatológica começou com o mês de setembro. A primavera é sentida principalmente nas médias latitudes ou climas temperados. É uma estação de transição, ou seja, primeira parte mantém as características de inverno e a segunda metade características de verão. Na região sul também traz chuvas mais abundantes, já que o inverno é a estação menos chuvosa. As temperaturas também vão subindo gradativamente em direção ao verão.

Essa primavera estará sob o domínio da La Niña, mas de intensidade fraca e depois a neutralidade se manterá no mínimo até abril de 2018 (figura abaixo). Como característica geral a La Niña traz para a região sul menor precipitação, mais no sentido de irregularidade espacial e temporal, e temperaturas mais amenas. Já a neutralidade uma maior irregularidade na precipitação e temperatura.

Fonte: Modelo do Previsão – IRI ENSO – International Research Institute for Climate and Society – Earth Institute – Columbia University – EUA.

Quando falamos de clima futuro, nos reportamos ao consenso. Os modelos internacionais apontam precipitação na média ou abaixo da média para outubro. Para os meses de novembro e dezembro na média para o litoral e acima da média para o interior do estado. Os modelos nacionais colocam chuva na média para outubro. Para os meses de novembro e dezembro há uma pequena diferença entre a média e na média e abaixo da média.

Lembrando que estamos com estiagem desde julho. Nesse mês de setembro, até hoje, só choveu 3% da média para o mês, que é de 145 mm. Para os meses de outubro, novembro e dezembro a média de chuva é 157, 152 e 162 mm respectivamente.

Os modelos atuais colocam chuva a partir de domingo e para a próxima semana em torno de 50 mm. Mesmo com esses totais, o mês de setembro deverá terminar com precipitação abaixo da média, inferior a 50% do esperado. Para primeira semana de outubro o esperado será em torno de 15 mm, ainda pouco para recuperar a estiagem.

Tanto os modelos internacionais e nacionais colocam que as temperaturas para o trimestre de outubro, novembro e dezembro ficará próxima a média ou levemente superior. A média das temperaturas máxima e mínimas são: 24,4/16,6°C para outubro, 26,5/18,1°C para novembro e 28,3/19,7°C para dezembro.

Esse inverno vem apresentando temperaturas superiores para a estação. Essa condição deverá permanecer nessa primavera.

 

O inverno de 2017.

O inverno astronômico começará no dia 21 desse mês à 1h24min com o solstício de inverno, e nossa noite mais longa do ano. É nessa estação do ano, na zona temperada, onde está o estado, que recebemos menos energia do sol e por isso temos um maior resfriamento climático. Como características gerais o inverno é a estação onde temos a menor precipitação e também as menores temperaturas.

O inverno deste ano estará sob a influência da neutralidade (com viés de alta), portanto não teremos nem La Niña como El Niño (figura abaixo). Essa condição se manterá no mínimo até o mês de janeiro de 2018.

Fonte: International Research Institute for Climate and Society, Earth Institute, Columbia University, USA.

Os prognósticos para precipitação para o inverno, ou seja, o trimestre de julho, agosto e setembro é de chuvas entre a média e acima da média histórica conforme os institutos nacionais, na forma de consenso. Já os modelos internacionais não mantêm consenso. Uma parte coloca que teremos chuva abaixo da média para o mês de julho e na média para agosto e setembro, e outra parte coloca chuva na média e abaixo da média para o trimestre. O boletim climático para o Rio Grande do Sul (DISME/INMET, CPPMet/UFPEL) que também abrange Santa Catarina coloca chuva dentro da média para o mês de julho e acima para o mês de agosto. As médias históricas para Itajaí são de 120 mm para julho, 92 mm para agosto e 145 mm para setembro.

Os prognósticos para temperatura colocam quase por consenso, para os modelos nacionais e internacionais, temperatura na média e acima da média histórica (normal climatológica). Para entender melhor as temperaturas para essa estação utilizamos a média das temperaturas máximas e mínimas. Para o mês de julho são 21/12°C, para agosto 22/13°C e para setembro 22,4/14,4°C. A temperatura mínima absoluta registrada em Itajaí foi em agosto de 1991 com 0,5°C negativo. Assim entendemos que o frio mais intenso estará associado a ondas de frio, ou seja, alguns dias de frio, como foi na semana passada e está previsto para essa semana.

Lembrando que nessa estação se intensificam as frentes frias, bem como a passagem de ciclones extratropicais.